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Os desafios da transição da Educação Infantil ao Fundamental, para alunos e pais

Todo início de ano percebemos, nos corredores de nosso Colégio, muita euforia, curiosidade e empolgação dos alunos em retornar à escola, mas também identificamos algumas inseguranças, principalmente nos alunos que estão na transição entre a Educação Infantil e o Fundamental I.

Não poderia ser diferente, afinal é um mundo totalmente novo que está se abrindo para eles, com responsabilidades inéditas, e que já os faz ter consciência, apesar da pouca idade de que a partir dessa fase suas vidas escolares nunca mais serão as mesmas.

Ao longo desses anos, o que nossos professores têm vivenciado é que, além das crianças, os familiares também demonstram preocupação, principalmente em relação a como seus filhos vão lidar com a nova fase.

Os desafios são diversos, tanto para as crianças quanto para as famílias, mas todos eles podem ser facilmente superados com uma boa dose de dedicação e carinho.

Em relação à criança, o Fundamental I inaugura uma fase de aumento de atividades com conteúdos mais complexos, principalmente no processo de alfabetização e matemática, exigindo mais autonomia, organização e protagonismo dos alunos.

A mudança mais significativa ocorre na forma do aluno estudar, com mais lição de casa e responsabilidades. Assim, ele deixa de ver a escola como um local até então destinado exclusivamente ao brincar.

Na nova rotina escolar, o aluno passa a ter mais atividades gráficas, embora brincar continue sendo importante nessa faixa etária, de 6 anos, devendo se manter presente na rotina da criança. O novo conteúdo será inserido de forma gradual e atrativa, respeitando o momento de cada um.

Embora a criança ainda seja imatura, é no Fundamental que ela passa a vivenciar as avaliações, o que podemos considerar como o maior desafio para ela. As famílias precisam apoiá-la nessa transição, administrando essa nova demanda escolar de forma a torná-la o mais simples possível. A preocupação com as notas e com o rendimento do aluno, pode deixar as crianças ainda mais inseguras. Lembrem-se de que qualquer pressão nesse sentido pode ser traumática e ter impactos em toda a vida escolar do estudante.

Como todos sabem, no Colégio Batista Brasileiro consideramos que a educação é um processo de transformação constante, que se dá em função das necessidades de autorrealização dos alunos, e entendemos que todos os processos devem ser desenvolvidos em parceria e com o envolvimento da família.

E nesse momento, contar com o apoio familiar nos ajuda a tornar a experiência e a vivência das crianças mais simples. Acreditamos que só dessa forma vamos alcançar nosso objetivo maior, que é a aprendizagem e o bem-estar do aluno.

Para o sucesso de nosso trabalho, nas conversas com as famílias ressaltamos a necessidade de estabelecer uma rotina em casa também, principalmente em relação às lições de casa, ao local onde as atividades serão realizadas e ao tempo definido para a finalização das atividades propostas, ou seja, a criança precisa compreender que tanto na escola como em casa o envolvimento deve ser o mesmo.

A família precisa ser atuante nesse processo, pois dessa forma a transição será mais  tranquila para todos. É preciso ter atenção aos avanços e dificuldades do aluno. Também não se deve subestimar a criança, mas sim acolhê-la diante das frustações que irão surgir – e tenha certeza de que não serão poucas –,  encorajando-a nos momentos desafiadores.

Para facilitar esse processo, o aluno conta com um grande aliado na escola: o professor, que incentivará a autonomia que ele precisa, orientando constantemente seu desenvolvimento. O professor é fundamental para apoiar o aluno nesse período de maiores responsabilidades, assim como para tornar essa experiência mais leve e marcante.

Por fim, é muito  gratificante para a escola, professor e família chegar ao final do ano letivo e ver o salto de desenvolvimento de nossas crianças no período. Elas se tornam mais autônomas, adquirem mais autoconfiança, enfim, tornam-se protagonistas de suas histórias e passam a estar mais preparadas em relação aos desafios que ainda estão por vir. Afinal, na vida, os desafios estão por todo lugar!

Prof. Dr. GEZIO D MEDRADO

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