Diretor

DIA INTERNACIONAL DA MULHER | RESPEITO E CIDADANIA

Desde sua primeira celebração, em maio de 1908, nos Estados Unidos, ainda como Dia Nacional da Mulher, transformado depois, em 8 de março de 1917 em Dia Internacional da Mulher, as lutas e reivindicações feministas não cessaram. É bem verdade que a mobilização e protestos das mulheres, em todo o mundo, levaram a várias conquistas, mas que ainda estão longe de serem plenas.

Somente em 1945 a Organização das Nações Unidas – ONU assinou o primeiro acordo internacional, que afirmava princípios de igualdade de homens e mulheres. Em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

Apesar disso, em vários países, de diferentes correntes políticas, nichos de mercado e outros fatores têm se constituído entraves sérios para essas conquistas.

Ao longo desses anos, apesar de algumas melhorias nas condições de trabalho, com equiparação salarial parcial, fim do trabalho infantil em alguns países, outras reivindicações surgiram.

Entretanto, a meu ver, o fundamento principal para a mudança desse cenário, deve ser a educação. Falta-nos ainda, principalmente no Brasil, uma política educacional de base. Legisladores, professores e pais de alunos devem se juntar no combate do tratamento desrespeitoso que meninas e mulheres recebem diariamente nas escolas e na sociedade.

Alguém já disse, que “a escola não transforma a realidade, mas pode ajudar a formar pessoas capazes de fazer a transformação da sociedade, do mundo e de si mesmos”   

Enquanto gastarmos “bilhões” na construção de penitenciárias e cadeias e apenas “alguns milhões” aplicados na educação, estaremos fadados a construir uma sociedade sem direitos e com pouco respeito. Discursos e passeatas soam, muitas vezes, como iniciativas e instrumentos demagógicos, sem aplicações práticas de relevância.

Como Diretor-geral do Colégio Batista Brasileiro, nesses meus 15 anos de atuação e ao longo da história centenária do estabelecimento, temos assumido como prioridade, o debate e o estudo dessas questões, em sala de aula.

Entre nossas ações estão a produção de material educativo e informativo, peças teatrais com mensagens específicas, além de textos teóricos e críticos, que dão suporte e apoio à não violência e discriminação da mulher. Nós acreditamos nesse pacote de decisões, por podemos dizer em alto e bom som:  parabéns ao Dia Internacional da Mulher.

Prof. Dr. GEZIO D MEDRADO

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