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27 DE FEVEREIRO | DIA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO

É uma data pouco lembrada, que deveria homenagear uma das ferramentas essenciais para a formação educacional dos alunos. Afinal, o livro didático, de caráter pedagógico, surgiu como complemento aos livros clássicos, utilizado nas escolas, inicialmente, buscando ajudar na alfabetização e na divulgação das ciências, história e filosofia.

A palavra livro vem do latim “liber”, o que nos torna “livre”, ou nos dá “liberdade”. O livro é um conjunto de folhas de papel – uma obra (manuscrita, impressa ou desenhada) – dispostas uniformemente, encadernadas e protegidas por uma capa.

Sua importância pode ser medida, quando em 1450, Gutemberg inventou a prensa e a primeira obra impressa foi a Bíblia. Este também,  foi o primeiro livro que chegou ao Brasil, trazido pelos colonizadores.

Várias datas estão reservadas, para homenagearmos os mais diferentes tipos de livros:

Dia Mundial  ou Internacional do Livro – 23 de abril

Dia Nacional do Livro – 29 de outubro

Dia Nacional do Livro Infantil – 18 de abril – Data de nascimento de Monteiro Lobato, nosso grande escritor da literatura infantil.

Mais importantes que as datas,  porém, devem ser os conteúdos pragmáticos e culturais. O livro deve ser a base natural da literatura e da cultura.

É bem verdade que o livro, ao longo dos anos, vem enfrentando problemas das mais diferentes situações. As editoras ou a indústria do livro se deparam com os altos índices de analfabetismo no país, com uma população educacionalmente deficitária e com pouco acesso a bens culturais.  Enfrentam, igualmente, os diversos sistemas políticos e econômicos.

Hoje, modernamente, o livro enfrenta a Internet ou a Indústria da Transformação Digital. Existem várias opções e meios, até mais rápidos, para a transmissão de textos e obras literárias. Porém, o livro é considerado insubstituível, por muitos.

Alguns apontam a importância “sentimental” do papel, onde podem fazer anotações especiais, grifar, pintar… Seu aspecto “material” (diferente da virtualidade da internet) permite que seja tocado, dado como presente, com uma bela dedicatória escrita. É possível sentir seu calor, e dentro dele pode-se guardar uma pétala de flor, ou “até uma lágrima” – como sugere o escritor português José Saramago.

O livro tem portabilidade diferente. Carrega-se, com mais segurança, para onde quiser. Guardamos, emprestamos, escondemos, damos de presente. Como obra de arte, é insubstituível. As cores, ilustrações, boas e belas diagramações. As lombadas, as orelhas…Tudo no papel!

O poeta Olavo Bilac, numa publicação de 1904, portanto há mais de cem anos, demostrava sua preocupação com a concorrência da publicação dos jornais e também do cinema. Passado todo esse tempo. O livro continua vivo…

O livro continua vivo, para contemplarmos o lirismo de poetas e escritores como:  

Castro Alves

Oh! Bendito o que semeia Livros à mão cheia / E manda o povo pensar!

O livro, caindo n’ alma / É germe que faz a palma / É chuva que faz o mar.

Mário Quintana

Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas;

Os livros só mudam as pessoas.

Jorge Luis Borges

Há aqueles que não podem imaginar o mundo sem pássaros.

Há aqueles que não podem imaginar o mundo sem água;

Ao que me refere, sou incapaz de imaginar um mundo sem livros.

Prof. Dr. GEZIO D MEDRADO

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